terça-feira, 13 de outubro de 2009

Canções e Sentimentos!

"Mestre, estou bem mais velho...
E o amor que eu tinha, onde foi parar?
Mestre, fala a esse homem que se emocione e vá recomeçar...
Faz-me correr e assim, retornar ligeiro ao primeiro amor...
Deixa-me ver novamente o meu nome,
escrito nas santas mãos do Senhor do Tempo!"

Em meio à modernidade eclesiástica em que prevalece os louvores de ritmos acelerados, onde as palmas, gritos e danças são mais fortes que a essência dos acordes, eis que surge aos meus ouvidos "Canções à meia noite"...

Por uma indicação de um grande amigo e irmão de fé, "conheci" a poesia de Stênio Marcius, através de suas canções no estilo "MPC" (Música Popular Cristã) a palavra de Deus é entoada com suavidade e profundidade.

A doçura da melodia acompanhada da poesia de suas letras, me fizeram relembrar os primeiros momentos da minha caminhada com o Mestre. E me fizeram sentir saudades de uma intimidade outrora conquistada, e atualmente perdida no turbilhão de afazeres profissionais e pessoais que impõe um ritmo de vida acelerado.

Meu desejo é novamente descansar nos braços do Pai, e descarregar o coração das ansiedades e complicações destes instantes que formam minha existência.

Neste momentos eu tenho consciência da minha fragilidade, que faz com que eu me recorde do aconchego que somente os braços do Pai me proporciona.

E as lágrimas correm pela minha face!

Seriam lágrimas de tristeza? Creio que são lágrimas de uma filha que deseja estar perto do Pai... Lágrimas de uma criança que se sente desprotegida e desamparada... Lágrimas de uma pecadora arrependida... lágrimas de Saudades! Lágrimas de AMOR!

E hoje, com um coração carente e ferido, a minha esperança se resume no desejo de estar mais perto do Pai!


SOLI DEO GLORIA

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A arte da poesia...



Ser poeta é ser mais alto,
é ser maior do que os homens!
Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Àquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
(Florbela Espanca)